quinta-feira, 22 de junho de 2017

VOCÊ CONHECE A SÍNDROME DE IRLEN?


A Síndrome de Irlen é uma alteração do processamento visual,de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Ela foi descoberta em 1987, nos Estados Unidos, através dos estudos da Dra. Helen Irlen.  A Síndrome provoca um desajuste no processamento visual, afetando o desempenho da leitura, podendo interferir também em outras atividades visuais como: percepção de profundidade e capacidade de acompanhar objetos em movimento. Os sintomas se agravam se a pessoa estiver sob iluminação branca luminescente.

Os profissionais da escola devem saber que crianças com S.I. enxergam bem e não percebem que possuem estas alterações ou distorções na visão – o que significa que, ao serem encaminhadas ao oftalmologista, a avaliação poderá ser “normal”. A Irlen é detectada através de um exame de processamento visual realizado por um profissional da saúde ou de educação devidamente capacitado. Os profissionais que recebem este treinamento são chamados de Screening. O momento ideal para se identificar a síndrome é por volta dos 6 ou 7 anos de idade, por ser a fase inicial de aquisição da leitura e escrita. 



Características de Irlen (crianças ou adultos):

Tropeçam com frequência, deixam cair objetos; 
Levam muito tempo para realizar leituras e para acabar a lição de casa; 
Queixam-se de dores de cabeça, tensão ou cansaço na escola ou quando realizam leituras; 
Evitam a leitura ou não tem prazer em ler, principalmente em voz alta; 
Saem-se mal em testes cronometrados ou testes padronizados; 
Leem o começo do capítulo e os resumos ao invés de lerem o capítulo todo; 
Tem mais facilidade em aprender nas discussões orais do que lendo; 
Esforçam-se bastante para tirar boas notas, mas não conseguem; 
Podem ser considerados preguiçosos ou desmotivados e sempre lhes dizem que poderiam render mais, caso se esforçassem; 
Tem problemas de fluência e compreensão da leitura; 
Tem problemas de concentração durante a leitura ou escrita; 
Distraem-se facilmente ao ler ou escrever; 
Ficam distraídos ou apresentam desconforto quando estão num local com luzes fluorescentes ou brancas; 
Entram em estado de devaneio durante a aula; 
Não conseguem permanecer muito tempo fazendo tarefas acadêmicas; 
Queixam-se frequentemente de dores de cabeça, enxaqueca e outros sintomas físicos, tais como: dores de estômago, tontura e fadiga; 
Sempre que podem preferem ficar no escuro ou com fraca iluminação; 
Sentem-se incomodados com a luz de faróis de veículos e com brilho em geral; 
Apresentam desconforto visual ao usar o computador e terminam o dia exaustos; 
Podem apresentar dificuldade ao olhar para listras ou xadrez; 
Podem apresentar pouca noção corporal espacial ou dificuldade com degraus e escadas rolantes; 
Tem dificuldade para pegar uma bola que lhes é atirada; 
Na infância podem apresentar tendência a brincar debaixo de móveis, dentro de guarda-roupa ou simplesmente com menos luz nos ambientes; 
Apresentam incômodo também com o som alto ou alergias pelo corpo e principalmente nos olhos porque são extremamente sensíveis também nos outros órgãos dos sentidos; 
Apresentam pouca coordenação motora grossa e fina. 


Tratamento

Infelizmente não há tratamento para a cura e os sintomas não melhoram com a idade ou uso de medicação. Porém há procedimentos que ajudam a aliviar os sintomas como o uso de transparências para a leitura, enquanto que os filtros, adaptados aos óculos ou lentes de contato, propiciam melhora no desempenho ao uso do computador, na leitura à distância, ao subir e descer escadas e na coordenação e equilíbrio em práticas desportivas.

O tratamento consiste em avaliações psicopedagógicas de forma a que a criança venha a lidar com sua diferença, em primeiro lugar. Feito isto a avaliação passa à sobreposições coloridas que serão chamadas de Overlay, que são transparências de acetato colocadas sobre textos ou na leitura, ou ainda, óculos com filtros nas lentes, que recebem tratamento exatamente para serem filtros, de acordo com o problema da criança, dentro das variâncias que se observa de um a outro indivíduo.

Os acetatos coloridos ou os filtros Overlay, ou mesmo as lentes especiais nos óculos, são na realidade filtros espectrais que vem a corrigir o distúrbio visual-perceptivo que por ser de base neurológica não é detectado em exames oftalmológicos de rotina. À medida que se testa, individualmente a faixa espectral com os filtros, percebe-se uma melhora na leitura. Constatada a necessidade de um filtro específico para aquele paciente isto vem para o dia-a-dia, como uso dos óculos. Existem óculos, por enquanto, produzidos apenas nos Estados Unidos, com a coloração das lentes específica à necessidade do sujeito. Infelizmente, eles continuam sendo inviáveis para boa parte das famílias, não só pelo custo, mas também porque o grau da criança ainda é instável.


Imagem: Professora testando acetatos coloridos com aluno.


Confira algumas dicas para os professores:
Primeiro passo: aproxime-se sempre do seu aluno. Muitas vezes eles nos dão pistas sobre o que fazer.
Vale ressaltar que a S.I. não tem nenhuma relação com a inteligência. As dificuldades explicitadas são extintas com o uso das transparências ou lentes específicas.
Motive o seu aluno o máximo que puder, pois, quando ele se sente acolhido e seguro, consegue driblar melhor algumas dificuldades. É muito comum que estas crianças tenham uma inteligência acima da média, já que precisam o tempo todo de um esforço muito maior que os demais para resolver situações-problema.
Cuidado com o contraste da folha e do texto (claro e escuro – preto no branco). Use o texto de cor escura em um fundo claro (não branco). Se você já souber qual é a cor de conforto da criança, utilize-a sempre, seja através da mudança de cor da folha, seja com o apoio das overlays.
Se a criança ainda não tem a overlay, as pastas plásticas coloridas, conhecidas como pasta em L no Brasil, também podem ser utilizadas na adaptação das atividades de leitura. Para a escrita, utilize as folhas de sulfite coloridas ou outro tipo de papel, também com alguma cor. Dê preferência a papéis mais espessos e foscos, para evitar que o outro lado fique transparente… nada de brilho!
Use e abuse das figuras para explicar novos conteúdos ou reforçar conteúdos antigos.
Evite palavras sublinhadas ou em itálico. O negrito é bem-vindo.
Aproveite as atividades que envolvam o pensamento e o raciocínio lógico, pois, em grande parte das vezes, crianças com S.I. possuem habilidades nesta área.
Utilize jogos como o quebra-cabeça e peças tridimensionais.
Explore a criatividade da criança.
É necessário, sempre, descobrir como o aluno aprende melhor (tendo ele S.I. ou não). Perceba como ele prefere aprender, se gosta de explorar, sentir, ouvir ou ver. Isso ajuda muito!

Utilize programas para o computador ou tablet como: Irlen Colored Overlays – para computadores e notebooks (tem um pequeno custo); Irlen Colored Overlay App – para Smartphone android e tablet (tem um pequeno custo); Color Overlay, ferramenta de sobreposição de cor que pode ser adicionada ao Google Chrome através do painel de administração do Google Apps (este recurso é gratuito e muito bom, utilizado apenas em ambiente web); Ssoverlay – semelhante ao Color Overlay, do Google, porém para ser utilizado no Windows. Bem interessante e gratuito.



FONTES CONSULTADAS:


http://vaiali.com/noticia/a-sindrome-de-irlen - Acesso em 19/06/2017

http://naescola.eduqa.me/desenvolvimento-infantil/sindrome-de-irlen-nunca-ouvi-falar/ Acesso em 19/06/2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

PARTICIPE DO ARRAIAL DO CAP-AC!


CENTRO DE APOIO PEDAGÓGICO PARA ATENDIMENTO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL DO ACRE REALIZA ARRAIAL 

O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP-AC) realiza arraial no dia 08 de julho de 2017 (sábado), a partir das 16 horas. O local do evento é o Buffet Castelinho, localizado na Rua Princesa Isabel, número 89, no bairro Estação Experimental.

O Arraial do CAP-AC promete muita música, animação, além da tradicional pescaria para a criançada se divertir e bingos com prêmios variados. Sem falar no cardápio recheado de comidas deliciosas: galinha picante, rabada, cachorro quente, charuto, bolos, pudins, entre outras opções... uma ótima oportunidade para curtir com a família e/ou com os amigos. Não perca!



Imagem mostra convite. Na parte superior está escrito: Participe do Arraiá do CAP-AC! Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre. À esquerda mostra um boneco de braços abertos, vestido com blusa azul claro, com bolinhas pretas, botões amarelos e chapéu na cor laranja. À direita está escrito: data: 08/07/2017, horário: a partir das 16 horas, local: Buffet Castelinho, Rua Princesa Isabel, 89 - Estação Experimental, Rio Branco - AC. 

Saiba mais sobre a localização do Buffet Castelinho,  acessando o link: 

http://maps.google.com/?cid=13198236958524331056&hl=pt&gl=bro




quarta-feira, 14 de junho de 2017

CAP/AC ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO DE PRÉ-BRAILLE


CAP/AC ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSO DE PRÉ-BRAILLE
 Escrito por Hyrla Mariano


O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento Às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP/AC) oferta curso na área de Pré-Braille para professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores da sala comum da Rede Pública de Ensino e pessoas da Comunidade. 

O curso de Pré-Braille tem Carga Horária de 60 horas e fornece subsídios teóricos e práticos, além de orientações acerca do atendimento das necessidades básicas de uma criança com cegueira, no processo de alfabetização, estabelecendo conteúdos que venham prepará-la para um desempenho satisfatório nas tarefas de ler e escrever em Braille. Dessa forma, o cursista deve refletir sobre a prática pedagógica em Alfabetização, bem como analisar o processo de aquisição da leitura e escrita da criança com deficiência visual, a partir de diferentes situações de aprendizagem.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO!
ENDEREÇO: RUA JOSÉ GOMES DE FREITAS, 650, 7º BEC (AO LADO DO ANTIGO POSTO BARRAL Y BARRAL).
PERÍODO DA INSCRIÇÃO:
12 a 19/06/2017
HORÁRIO DA INSCRIÇÃO:
8 às 11h e das 14 às 17h
PERÍODO DO CURSO:
continuam até 19/06
HORÁRIO DO CURSO:
NOTURNO
CARGA HORÁRIA:
60 HORAS



DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS
- Documento de Identidade (original e cópia)
- CPF (original e cópia)
- Certificado de Ensino Médio ou Superior (original e cópia)
- Certificado de Braille (original e cópia)
- Declaração para professores (original)



Para mais informações, entre em contato conosco: 3226 3826

CAP/AC OFERTA CURSO DE PRÉ-SOROBÃ


CAP/AC OFERTA CURSO DE PRÉ-SOROBÃ
Escrito por Hyrla Mariano

O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento Às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP/AC) oferta curso de Pré-Sorobã para professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores da sala comum da Rede Pública de Ensino e pessoas da Comunidade. 

O Sorobã ajuda a desenvolver a atenção, concentração, memorização, percepção, coordenação motora e cálculo mental, principalmente porque o praticante é o responsável pelos cálculos, não o instrumento. A prática do Sorobã possibilita realizar cálculos em meio concreto, aumenta a compreensão dos procedimentos envolvidos e exercita a mente. 

O curso de Pré-Sorobã tem carga horária de 60 horas e fornece subsídios teóricos e práticos na construção do conceito de número e dos conceitos matemáticos, por meio de jogos e iniciação ao uso do Sorobã, instrumento utilizado pelo aluno com deficiência visual, na realização das operações matemáticas. 

FAÇA SUA INSCRIÇÃO!

LOCAL DA INSCRIÇÃO E CURSO: CENTRO DE APOIO PEDAGÓGICO PARA ATENDIMENTO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL DO ACRE (CAP/AC)
ENDEREÇO: RUA JOSÉ GOMES DE FREITAS, 650, 7º BEC (AO LADO DO ANTIGO POSTO BARRAL Y BARRAL).
PERÍODO DA INSCRIÇÃO: 19 e 20/06/2017
HORÁRIO DA INSCRIÇÃO: 8 às 11h e das 14 às 17h
PERÍODO DO CURSO: TURMA DA MANHà (26/06 a 14/07/2017)
                                           TURMA DA NOITE (26/06 a 21/07/2017)
HORÁRIO DO CURSO: MATUTINO E NOTURNO
CARGA HORÁRIA: 60 HORAS


DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS NO ATO DA INSCRIÇÃO:
- Documento de Identidade (original e cópia)
- CPF (original e cópia)
- Certificado de Ensino Médio ou Superior (original e cópia)
- Declaração para professores (original)

Para mais informações, entre em contato conosco: 3226 3826

sexta-feira, 7 de abril de 2017


DIA NACIONAL DO BRAILLE TEM ATIVIDADES COMEMORATIVAS EM RIO BRANCO

Escrito por Hyrla Mariano


O Centro de Apoio Pedagógico Para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP/AC) realizou na sexta-feira, 07 de abril, atividades alusivas ao Dia Nacional do Braille, data que homenageia o nascimento de José Álvares de Azevedo, o primeiro professor cego do Brasil.

A programação começou às 7 horas da manhã, com uma panfletagem nas proximidades da instituição, onde toda a equipe do CAP/AC esteve envolvida na distribuição de panfletos, para apresentar à sociedade os serviços ofertados pelo Centro de Apoio Pedagógico, além de ressaltar a importância do ensino do Braille para a educação e autonomia da pessoa com deficiência visual.

Nesse momento, também havia uma exposição de materiais pedagógicos utilizados pelas pessoas com cegueira ou baixa visão, como livros em Braille, sorobã, reglete, punção, máquina Perkins , calendários em Braille (que estavam sendo distribuídos aos usuários), bengala, alfa Braille, materiais adaptados, livros em áudio, entre outros.

Além disso, os professores de Orientação e Mobilidade estiveram fazendo simulações da pessoa com deficiência visual no trânsito, demonstrando como se deve auxiliar uma pessoa com cegueira a atravessar a rua, ou mesmo, possibilitando a experiência de se colocar no lugar do outro, para que os participantes pudessem vivenciar as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência visual, na questão da mobilidade.

O encerramento das atividades deve acontecer nos dias 10 e 11 de abril, com a apresentação de filmes com audiodescrição aos usuários. “A proposta é conscientizar a população da importância de ensinar a pessoa com deficiência visual a ler e a escrever, para que possam conquistar sua autonomia, tanto na escola quanto na sociedade”, explica Gercineide Maia, coordenadora do CAP/AC.


Descrição da imagem: Professores do CAP/AC  se reúnem para a panfletagem, nas proximidades da instituição.


Descrição da imagem: Professoras revisoras explicam para os visitantes, sobre os materiais pedagógicos utilizados pelas pessoas com cegueira e baixa visão.



Descrição da imagem: Professor de Orientação e Mobilidade faz simulação de travessia na faixa de pedestres, dando as instruções para usuário com deficiência visual.


quinta-feira, 6 de abril de 2017


CAP/AC COMEMORA DIA  NACIONAL DO BRAILLE

Escrito por Hyrla Mariano


O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre - CAP/AC - realiza na sexta-feira, 07 de abril, no horário das 7h às 08h30 da manhã, um evento em alusão ao Dia Nacional do Braille: uma panfletagem nas proximidades da instituição, com o intuito de levar ao público informações sobre o Sistema Braille, um código que promove o processo de leitura e escrita das pessoas com deficiência visual. 

O Braille é um sistema de leitura tátil para cegos, criado pelo francês Louis Braille, que perdeu a visão aos três anos de idade. Sua escrita é baseada na combinação de seis pontos, dispostos em duas colunas de três pontos, que permite a formação de 63 caracteres diferentes. Os símbolos formados representam as letras do alfabeto, números, simbologia aritmética, fonética, musicografia e informática.

A data 08 de abril, em vigor desde 2010, foi escolhida em homenagem ao dia de nascimento de José Álvares de Azevedo, o primeiro professor cego brasileiro. Cego desde o nascimento, ele estudou o Sistema Braille em Paris. De volta ao Brasil, passou não apenas ensiná-lo, ainda a época do Império, mas também a difundi-lo, e por seu trabalho recebeu o título honorífico de "Patrono da Educação dos Cegos no Brasil".

“A proposta surgiu a partir do amadurecimento de ideias de nossos servidores, como uma forma de comemorarmos o dia Nacional do Braille e falarmos da importância da pessoa com deficiência visual aprender a ler e a escrever em Braille para a sua autonomia na escola, na sociedade. Temos como parceiros a Associação das Pessoas com Deficiência Visual – ADEVI e a Rede de Leitura da Fundação Dorina Nowill. Estamos juntos em prol da inclusão da pessoa com deficiência visual, mas enfatizamos que os nossos alunos que necessitam ser alfabetizados no Sistema Braille, precisam frequentar a Sala de Recurso Multifuncional – Tipo 2. A Secretaria de Educação Estadual, por meio da Coordenação de Educação Especial, tem contratado professores para atuarem nesses espaços e isso é muito positivo”, explica Gercineide Maia –   coordenadora do CAP/AC.

“Por meio do Braille, a pessoa com deficiência visual tem condições de se integrar à sociedade e desempenhar várias funções. Hoje, a informática desempenha um papel importante na aprendizagem e autonomia da pessoa cega ou com baixa visão, através dos recursos tecnológicos, porém, nenhum deles substitui o Braille, visto que ele é um sistema que facilita o acesso à informação, à leitura, cultura e ao mundo do trabalho”, destaca Hyrla Mariano – professora do Núcleo Tecnológico.

Como parte da atividade, o muro da instituição passará por uma intervenção artística, sendo coberto com materiais escritos em Braille. Além disso, como fechamento da programação, o Núcleo Tecnológico do CAP/AC deve apresentar um filme com audiodescrição para os usuários.

CONHEÇA O CAP/AC

O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP/AC), localizado na Rua Omar Sabino, número 650, no bairro Estação Experimental, existe há 16 anos e tem como objetivo apoiar o processo de inclusão educacional da pessoa com deficiência visual em seu processo de escolarização.

A instituição é composta por três núcleos: Núcleo de Produção, Núcleo Tecnológico e Núcleo de Capacitação.

O Núcleo de Produção é responsável pela produção de materiais didáticos e pedagógicos no Sistema Braille, em áudio e no formato digital acessível Daisy (livros digitais falados). 

Descrição: imagem apresenta duas mãos de uma criança sobre o alfabeto, realizando a leitura no sistema Braille com as pontas dos dedos.

O Núcleo Tecnológico visa habilitar e reabilitar a pessoa com deficiência visual, a comunidade e os professores, no uso e manuseio das diferentes etapas iniciais da informática, oportunizando a inclusão digital e virtual, com auxílio da Tecnologia Assistiva (TA), além da orientação do uso de sistema operacional em smartphones através do leitor de tela e configurações de acessibilidade.

O Núcleo de Capacitação oferta formação continuada, cursos, palestras, oficinas e workshops, na intenção de orientar professores, usuários, familiares e comunidade na perspectiva da inclusão e formação específica na área de deficiência visual. Além disso, há o trabalho dos professores de Orientação e Mobilidade, que proporciona à pessoa cega ou baixa visão, independência, autonomia na locomoção e autoconfiança, como elementos que favorecem a integração social.

domingo, 12 de março de 2017


PROFESSORAS DE CAPIXABA BUSCAM FORMAÇÃO NA ÁREA 
DE DEFICIÊNCIA VISUAL NO CAP-AC

ESCRITO POR HYRLA MARIANO

Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Capixaba, as professoras Taciana Cardoso e Simone Souza se deslocam a Rio Branco em busca de formação continuada e recursos pedagógicos para trabalhar com alunos com deficiência visual. Por indicação do Coordenador da Educação Especial Municipal de Rio Branco/Acre, Joaquim Oliveira, procuraram o Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual - CAP/AC e receberam as primeiras orientações pedagógicas para atender, em especial, duas alunas: uma cega e a outra com baixa visão.

 O Atendimento Educacional Especializado – AEE – exige do professor uma postura constante de pesquisador. É essencial que o docente conheça a história de vida do aluno e verifique suas necessidades educacionais. Para isso, o profissional deve buscar mais conhecimentos e metodologias diferenciadas para que os alunos sejam acompanhados adequadamente. 

Taciana Cardoso é mediadora da escola de Ensino Fundamental Nair Sombra e se empenha para atender a aluna com qualidade. “Vim em busca de conhecimento, porque neste ano de 2017, estou tendo uma nova experiência como mediadora. Pretendo cursar Pedagogia e me especializar em Educação Especial, pois reconheço que a formação é muito importante”, ressaltou Taciana. 

Já Simone Souza é professora do AEE na sala pólo do município, que atende alunos de três escolas, sendo uma da educação infantil e duas do ensino fundamental, com um público bem heterogêneo. Ela afirma que logo sentiu a necessidade de buscar formação específica, visto que, é a primeira vez que acompanha de perto alunos com deficiência visual. A docente enfatiza a importância da parceria entre o entre o CAP-AC e a Secretaria Municipal de Educação de Capixaba: “A parceria é muito importante, pois o Centro pode nos oferecer o suporte pedagógico que precisamos para desempenhar um trabalho que facilite a aprendizagem dos alunos e para chegarmos até aqui necessitamos do apoio da gestão escolar e municipal. Quando há apoio, nós professores nos sentimos estimulados a aprender, para sermos multiplicadores dos conhecimentos adquiridos” - destacou a professora. 

Durante a visita ao CAP-AC, as professoras tiveram a oportunidade de conhecer o Núcleo de Produção de Materiais Didáticos e Pedagógicos/Adaptação e já participaram de uma oficina de recursos pedagógicos para o aluno cego com as professoras Jeis Cristina e Thaís Bichara. A professora adaptadora Jeis Cristina Bandeira fala da importância desse recurso para os alunos com deficiência visual: “Na sala de aula, o aluno cego necessita de seu livro adaptado e transcrito para o Sistema Braille, com as imagens descritas e/ou adaptadas em alto relevo, para que ele tenha acesso às informações e, consequentemente, tenha oportunidade com igualdade de condições e melhoria em sua aprendizagem. Ele deve também contar com recursos para compreender os conceitos trabalhados pelo professor. No caso de aluno com baixa visão não é diferente. Ele também precisa de seu livro ampliado. Muitas vezes, esse estudante necessita também contar com outros recursos, pois a forma ampliada não atende mais a sua necessidade educacional”, explica a professora. 

Por meio do estabelecimento de parcerias, o CAP-AC produzirá os materiais didáticos e pedagógicos conforme necessidade educacional das alunas com deficiência visual de Capixaba, em três formatos: Sistema Braille, Áudio e Daisy, além de contribuir com a formação continuada dos professores e orientação às famílias das estudantes. A próxima agenda pedagógica para atender as professoras Taciana Cardoso e Simone Souza será uma oficina sobre o Sistema Braille, que está prevista ainda para o mês de março. A disponibilização dos serviços e recursos de adaptação de materiais auxiliam de forma considerável no desenvolvimento das atividades escolares e na aprendizagem dos alunos. 



Imagem 1: As professoras Jeis Cristina Bandeira e Thaís Bichara dão orientações para as professoras de Capixaba, utilizando materiais adaptados.



Imagem 2: As professoras Taciana Cardoso e Simone Souza colocam em prática o que foi orientado pelo Núcleo de Adaptação e produzem materiais pedagógicos para o aluno com deficiência visual.