quinta-feira, 28 de setembro de 2017

CURSO DE LEDOR E TRANSCRITOR


O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP-AC) oferta vagas para o curso de LEDOR E TRANSCRITOR. O  curso tem carga horária de 60 horas e será ministrado, a partir de aulas teóricas e práticas. 

O curso tem como objetivo fornecer subsídios técnicos para o desempenho da função de ledor e transcritor, a partir do desenvolvimento de atividades de leitura, escuta e gravação de áudio, considerando o ritmo, a pontuação, a tonalidade e a entoação de voz, como recursos de acessibilidade para a pessoa com deficiência que necessite de ajuda em concursos, vestibulares, entre outros.

CURSO DE LEDOR E TRANSCRITOR - 60 horas




Imagem: temos o ícone de uma pessoa segurando um livro aberto e um ícone de uma mão segurando uma caneta.


FAÇA SUA INSCRIÇÃO!

CURSO: LEDOR E TRANSCRITOR 

CARGA HORÁRIA: 60 horas.

INSCRIÇÕES: 02, 03 e 04/10 - Das 08h às 11h e das 14h às 17h.

LOCAL DAS INSCRIÇÕES: CAP-AC (Rua José Gomes de Freitas, 650, bairro 7º BEC (conhecido como Estação Experimental).

PERÍODO DO CURSO: 09/10  a 03/11

HORÁRIO DO CURSO: Das 18h às 21h

PÚBLICO: Professores do AEE, professores de sala comum da Rede Pública de Ensino e comunidade.


DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS NO ATO DA INSCRIÇÃO

  • Documento de identidade (original e cópia);
  • CPF (original e cópia);
  • Certificado de conclusão de Ensino Superior ou Ensino Médio (original e cópia);
  • Declaração original da escola para as vagas destinadas aos professores.

CERTIFICAÇÃO
Para obter certificação o cursista deve ter:

  • Frequência mínima de 75%;
  • Alcançar aprovação tanto nas avaliações teóricas, quanto nas práticas.
OBS.: O cursista deve ter no mínimo 18 anos.

PARA MAIS INFORMAÇÕES, ENTRE EM CONTATO CONOSCO:
3226 3826










terça-feira, 5 de setembro de 2017


REPRESENTANTES DA ASSOCIAÇÃO DOS DEFICIENTES VISUAIS DO ACRE PARTICIPAM DE OFICINA DE INICIAÇÃO AO XADREZ

Escrito por Hyrla Mariano

Na última sexta-feira, dia (01), representantes da Associação dos Deficientes Visuais do Acre (ADEVI) participaram de uma oficina experimental de iniciação ao xadrez, no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP-AC). Com auxílio do Mestre Internacional de Xadrez Roberto Molina, do Instituto de Matemática, Ciências e Filosofia do Acre, o grupo teve contato com as primeiras noções do esporte.

Roberto Molina é competidor e treinador de xadrez desde 2010, atuando a partir de aulas presenciais e online.  Além disso, Roberto é o treinador do atual campeão brasileiro de xadrez na categoria de pessoas com deficiência visual, Crisolon Vilas Boas. O Mestre enfatiza o poder inclusivo do esporte e destaca o quanto a experiência é significativa.


Imagem: Representantes da ADEVI, coordenadora do CAP/AC Gercineide Maia, o Mestre Molina e seu auxiliar Neurismar Souza posam sorridentes para a foto. Na mesa, vemos quatro tabuleiros de xadrez adaptados.

“A partir de 2008, comecei a fazer experimentos com um aluno com deficiência visual de nascença. No início achava bem complicado, mas depois vi que não tem segredo nenhum, é só mudar um pouco a didática e apesar das dificuldades, é um esporte totalmente inclusivo, pois a pessoa com deficiência visual pode jogar de igual para igual, e devido ao poder inclusivo do xadrez, eu sempre invisto meu tempo nisso”, destaca o Mestre.

Para que o jogador com deficiência visual tenha acesso adequado ao material de xadrez, são necessárias algumas adaptações: o tabuleiro possui as casas perfuradas, sendo que as peças se encaixam no centro de cada uma, além disso, temos as casas pretas em alto relevo, para se distinguir das brancas. Para diferenciar a cor das peças, existe um detalhe semelhante a um pino em cima das peças brancas, destacando-as das pretas.

O xadrez apresenta inúmeros benefícios para o jogador: aumenta a concentração, melhora o aprendizado, estimula o cérebro a planejar e memorizar, além de favorecer a socialização e a integração social. Francisco Heliton do Nascimento, vice-presidente da Adevi, já tinha uma experiência básica de Xadrez e fala, com entusiasmo da oportunidade de aprender mais sobre o esporte. 

“O xadrez é uma inclusão social. Nós sabemos que o bem estar do homem, do cidadão, se dá, olhando para o lado da saúde, educação, cultura e do esporte. Todas essas áreas se associam para o nosso bem-estar social e essa inclusão social ocorre por meio do nosso bem-estar. O xadrez nos traz essa oportunidade de estarmos incluídos, interagindo com os nossos pares e praticando um esporte, que para muitos é tido como esporte de elite, e nós não tínhamos essa oportunidade”, destaca Heliton.

Muitas pessoas não sabem que uma pessoa com deficiência visual também consegue jogar xadrez com desenvoltura, como relata Neurismar Souza, que é militar e pratica o esporte há algum tempo. Até a vinda do mestre Molina ao Acre, o jogador não sabia que pessoas com deficiência visual também podem jogar Xadrez, a partir de técnicas apropriadas para esse público. “Esse esporte nos ajuda na escola, na vida diária, no desenvolvimento de raciocínio voltado para a estratégia e tática, etc. Pude auxiliar na oficina de hoje e vi o quanto a inclusão das pessoas com deficiência é importante”, enfatiza Souza.


ADEVI

Fundada em 15 de março de 1991, a Associação dos Deficientes Visuais do Acre (ADEVI) é uma associação sem fins lucrativos, que visa apoiar e incentivar as pessoas com deficiência visual nas áreas da educação, saúde, trabalho, profissionalização, assistência social, esporte, lazer, arte, música entre outros, buscando ampliar o processo de integração desses indivíduos. 

Atualmente, a ADEVI funciona de Segunda a Sexta das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:30 e está localizada na Rua Dom Bosco, número 511, no bairro Bosque (Sede das Entidades das Pessoas com Diversas Deficiências filiadas à CADES), na cidade de Rio Branco – Acre, onde realiza diversos projetos sociais e oferece serviços variados para as pessoas com deficiência visual.

Saiba mais sobre a ADEVI:
Facebook: Adevi Vida e Cidadania.
E-mail: adeviacre@gmail.com

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

VAMOS FALAR DE AUDIODESCRIÇÃO...



De acordo com o Blog da Audiodescrição, no campo das Letras, a audiodescrição é uma modalidade de tradução semiótica que consiste em transformar o visual em verbal. Já, no campo da Comunicação, a audiodescrição tem a finalidade de transformar uma mensagem transmitida pelo emissor de forma visual, de modo que faça o mesmo sentido para o receptor que a recebe de forma audível; Na Cultura, a audiodescrição é a arte de descrever imagens por meio das palavras.

Para as Pessoas com Deficiência, a audiodescrição é uma tecnologia assistiva, um recurso de acessibilidade que permite ouvir o que não pode ser visto, compreender o que não pode ser compreendido sem o uso da visão.

Onde se aplica a audiodescrição?

As primeiras iniciativas aconteceram em peças de teatro, logo em seguida o cinema, pouco mais tarde a televisão.

Quase diariamente profissionais da audiodescrição descobrem mais e mais situações em que o recurso pode, e deve, estar presente de modo a permitir a inclusão da pessoa com deficiência:

Artes Plásticas: museus, galerias de arte.
Educação: salas de aula, congressos, seminários, palestras.
Eventos Esportivos: em todas as modalidades esportivas, incluindo Olimpíadas, Paralimpíadas e Copas do Mundo de Futebol.
Eventos Religiosos: missas, casamentos.
Festas: carnaval, desfiles militares, festas de São João.
Filmes: em todos os tipos de filmes e documentários, de curta ou longa-metragem, em salas de cinema ou em casa.
Internet: fotos, gráficos, ilustrações, vídeos publicados em sites.
Publicações: livros, apostilas, folders.
Teatro: em todos os tipos de encenações realizadas ao vivo como peças, dança, musicais, circo.
televisão: em todos os tipos de programas e peças publicitárias, gravados ou ao vivo.

FONTE CONSULTADA
Acesse: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/audiodescricao

Vamos conferir dois vídeos produzidos com audiodescrição:

No Seu lugar

Se não...



terça-feira, 8 de agosto de 2017

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO DE BRAILLE E BAIXA VISÃO NO CAP/AC



Escrito por Hyrla Mariano

O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP/AC) oferta dois cursos para professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores da sala comum da Rede Pública de Ensino e pessoas da Comunidade: Metodologia de Leitura e Escrita do Sistema Braille e Baixa Visão.


O curso de Metodologia de Leitura e Escrita do Sistema Braille tem carga horária de 120 horas e oferta duas turmas: uma no horário da tarde, das 13h às 17h e outra no período noturno, das 18h às 21h.  Já o curso de Baixa Visão, com carga horária de 80h, terá uma turma com aulas ministradas no período da manhã, das 7h às 11h.



INSCRIÇÕES:
ENDEREÇO: RUA JOSÉ GOMES DE FREITAS, 650, 7º BEC (AO LADO DO ANTIGO POSTO BARRAL Y BARRAL).
PERÍODO DA INSCRIÇÃO: 07,08 e 09/08
HORÁRIO DA INSCRIÇÃO: 8 às 11h e das 14 às 17h

DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS
- Documento de Identidade (original e cópia)
- CPF (original e cópia)
- Certificado de Ensino Médio ou Superior (original e cópia)
- Declaração para professores (original)

Para mais informações, entre em contato conosco: 3226 3826



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ALUNA COM SÍNDROME DE IRLEN PARTICIPA DE CONCERTO DE CAMERATA DE CORDAS


Escrito por Hyrla Mariano


A aluna Ingrid Sayuri de Oliveira Sano participou de uma apresentação instrumental realizada na Usina de Artes João Donato, no dia 05 de agosto de 2017, às 19 horas. Ingrid tem 14 anos, estuda no 8° ano e tem aulas de violino há seis meses. A adolescente tem Síndrome de Irlen, uma alteração do processamento visual, de ordem hereditária e genética, causada pelo desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz. Ingrid utiliza óculos com lentes especiais, que são na realidade, filtros que corrigem o distúrbio visual-perceptivo. Assim, ela consegue realizar suas atividades diárias de forma satisfatória.

A música se tornou uma das atividades preferidas de Ingrid. Além da dança, a jovem se envolveu com aprendizado do violino, um instrumento de cordas friccionadas, que emite um som produzido pela ação de friccionar as cerdas de um arco de madeira sobre as cordas. A atividade faz parte do projeto Ensino Coletivo de Cordas, um projeto da Universidade Federal do Acre, que visa colaborar na ação de educação musical de formar instrumentistas no estado do Acre. A música contribui de forma significativa para melhorar a atenção, a memorização, organização e processamento de informações, que, muitas vezes são comprometidos pela Síndrome de Irlen.


Imagem: Ingrid Sayuri, sorridente, segura o instrumento que está aprendendo a tocar, o violino.


Projeto Ensino Coletivo de Cordas
O Projeto Ensino Coletivo de Cordas é um projeto ligado à Pró-Reitoria de Extensão e à Pró-Reitoria de Graduação, ambas da Universidade Federal do Acre. Foi iniciado em 2016 e já conta com três turmas e um pólo fora da UFAC, visando ampliar o projeto, fora do ambiente acadêmico. 



Imagem: Orquestra realizando apresentação com instrumentos de cordas: violinos e violoncelos.


Camerata de Cordas da UFAC
Fundada em 2017, a Camerata de Cordas é ligada a PROGRAD/PROEX e trabalha com um repertório composto para cordas friccionadas de compositores estrangeiros e brasileiros de períodos variados, inclusive contemporâneo. Sob regência de Leonardo Feichas, a Camerata de Cordas tem como objetivo a divulgação de repertório para orquestra de cordas e também o aprimoramento técnico dos alunos participantes, oferecendo a eles experiência do trabalho em orquestra e de apresentações públicas. 








sexta-feira, 14 de julho de 2017

CAP-AC FORMA DUAS TURMAS DE PRÉ-SOROBÃ

Escrito por Hyrla Mariano


O Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Acre (CAP/AC) forma duas turmas de Pré-Sorobã, atendendo uma demanda de professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores da sala comum da Rede Pública de Ensino, pessoas com deficiência visual e pessoas da Comunidade. 

O Sorobã ajuda a desenvolver a atenção, concentração, memorização, percepção, coordenação motora e cálculo mental, principalmente porque o praticante é o responsável pelos cálculos, não o instrumento. A prática do Sorobã possibilita realizar cálculos em meio concreto, aumenta a compreensão dos procedimentos envolvidos e exercita a mente. 

É notável que desde criança, em suas práticas sociais, os indivíduos aprendem brincadeiras, músicas e jogos que incluem noções matemáticas, às vezes até antes de ingressarem na escola. O curso de Pré-Sorobã utiliza tais estratégias, visando trabalhar os conceitos matemáticos de forma dinâmica e significativa.

O curso de Pré-Sorobã tem carga horária de 60 horas e tem por objetivo fornecer orientações gerais para o conhecimento dos números e a introdução das técnicas para o aprendizado do Sorobã, desenvolvendo atividades práticas de cálculos matemáticos através de jogos, brincadeiras e materiais pedagógicos.

O aluno Célio Roberto Alves ficou cego há um ano e três meses e vivencia o período de adaptação. Logo, buscou auxílio no CAP-AC, fazendo os cursos disponíveis. “Eu fiz os testes. Os colegas produziram materiais para o ensino do Sorobã e eu testava se estava acessível. Foram construídas várias opções de brinquedos, inclusive um dado, que ganhei de uma colega e até hoje, brinco com o meu neto. O conteúdo do curso foi muito bom, eu aprendi muito!”, destacou Célio.



Imagem: Vários materiais produzidos no curso de Pré-sorobã: livros que trabalham conceito de número e quantidades.

Para mais informações sobre os cursos ofertados pela instituição, entre em contato conosco: 3226 3826

terça-feira, 11 de julho de 2017

ARRAIAL DO CAP/AC


O Arraial do CAP/AC aconteceu no dia 08/07/17 e reuniu professores, alunos, familiares e a comunidade em geral, numa linda festa, com muita animação, comidas típicas, pescaria e bingos. Foi uma noite muito agradável! Além disso, tivemos muitos momentos de interação e participação de todos. As pessoas com deficiência visual participaram dos bingos utilizando cartelas ampliadas e em Braille; na pescaria, foi utilizado um ímã e metal na parte superior do peixe, tornando a pescaria acessível, pois com pouca aproximação, era possível pescar o peixinho.

Queremos agradecer a todos que participaram do evento, bem como, a todos que colaboraram para o seu sucesso. 

Seguem algumas fotos do evento, registradas com muito carinho:


Imagem 1: Foto do painel e mesa de decoração. No painel em madeira, estilo grade, há um quadro com dois bonecos caipiras, cortinas em tecido chita. Sobre a mesa, há jarros com flores, caixas em madeira, baldes decorados, chapéus, dentre outros detalhes.



Imagem 2: Foto da Pescaria. Piscina cheia de pó de serra com os peixinhos enterrados. Ao redor estão os prêmios da pescaria. Ambiente bem colorido.


Imagem 3: Fran Marques, sorridente, faz pose em frente à mesa de decoração. Ela está vestida com vestido colorido e usa trancinhas nos cabelos.



Imagem 4: Foto da rainha caipira Izabel e do rei caipira Nelson, vestido com trajes típicos de arraial.



Imagem 5: Professoras sorridentes posam para foto.  Algumas seguram acessórios: jarros de flores e balde decorado. Na sequência: a coordenadora do CAP/AC, Gerci Maia, a coordenadora da Educação Especial, Úrsula Maia, professora Maria de Jesus Braga, professora Kelly Cunha, professora Odessina Martins, professora Kissy Gomes e logo abaixo, agachada, professora Andréia Almeida.